Carta à Blogueiras Iniciantes, por Mariana Bueno!!

Leia com amor: Olá meus leitores queridos, hoje esse post sera totalmente diferente. Como a maioria dos meus leitores tanto aqui do Brasil como os de outros Países conhecem um pouco da minha história, sabem que iniciei nesse mundo dos Blogs muito novinha e com um Blog bem amador, atingi um auge com o blog que não espera, quando estava no topo na escada desisti de tudo, e voltei anos depois. Estou com esse Blog atual o " Todo Dia Um Vício " a exato 1 ano e 6 meses, e com outras redes sociais que o complementam, mais quando voltei para o mundo dos Blogs eu sabia que seria muito difícil o início, mais mesmo assim não desisti e jamais vou desistir de algo que eu amo e que sim é a minha profissão, da qual tem o nome de BLOGUEIRA.

A alguns dias uma Blogueira aqui da minha cidade ( Florianópolis ) me procurou, há Mariana Bueno, conversamos e ela me contou que havia escrito uma carta, da qual contava um pouco da sua história, e era uma forma de mostra para as Blogueiras Iniciantes, que por mais difícil que era essa jornada, elas não podiam desistir. A carta é maravilhosa e agora passo a palavra para a Blogueira Mariana Bueno!!


Carta à Blogueiras Iniciantes, por Mariana Bueno
                                  
Dia 16 de janeiro de 2015, e finalmente, depois de 2 meses desenvolvendo um layout, cheio de códigos html chatos, e widgets complicados, meu blog vai pro ar! Ali eu deposito todas as minhas esperanças pelo tão sonhado reconhecimento. Abandonei o trabalho de vendedora no Shopping Itaguaçu, e me agarrei às diversas incertezas que ainda pairavam sobre mim. Não era a primeira vez que eu fazia isso. Mas aquela rotina não pertencia à mim, eu queria o mundo todo, e queria agora!
Com o dinheiro do Décimo Terceiro, comprei uma câmera amadora, que logo, despertou o interesse do meu namorado, e vejam só que alegria: eu tinha um fotógrafo particular!
Era o feliz inicio de algo que eu já considerava minha profissão.
Mas ao contrário do que eu achava, para os outros essa suposta "profissão" não passava de um hobbie, e eu passei a ser mais uma garota como outras milhões, que buscavam loucamente um lugar ao sol!
Lembro de ter lido algo sobre isso no Livro Geração de Valor, do Flávio Augusto da Silva. As pessoas olham torto para os que estão trabalhando duro e buscam um ideal, mas bajulam os que conseguiram alcançar seu objetivo.
Eu me sentia desse jeito, totalmente excluída por não possuir o número x de seguidores, ou o número y de curtidas. Em uma dessas tentativas, a empresa teve a coragem de me dizer que não fazia parceria com blogueiras que possuíssem menos de 500 mil seguidores! Digamos que faltavam incontáveis 498 mil seguidores para que eu chegasse à altura deles!
E se acham que eu desanimei depois disso, se enganaram! Aquele com certeza foi o divisor de águas da "Mariana que sonhava em ser uma blogueira reconhecida", para a "Mariana que trabalhava e sonhava para ser uma blogueira reconhecida". Eu passei a encarar as coisas de maneira diferente. Almejava o sucesso, e pagava por ele. Passei a fazer trabalhos de graça, afinal, eu precisava de experiência e precisava aprender. Todos os dias, busquei subir um degrau daquela escada, me desafiando à chegar ao topo.
Nessa jornada, via uma porção de cópias surgindo a todo instante! Meninas que sonhavam em ser a própria Thássia Naves, ou a legítima Camila Coutinho. Via também várias meninas cheias de potencial, que eu tinha a certeza que cedo ou tarde cresceriam. Por isso decidi me manter íntegra, conservei minha identidade, meu estilo, minha maneira de pensar. Queria mostrar pro mundo minhas tatuagens, meus piercings, meu cabelo azul. Sem perder a humildade, as espinhas de adolescente, e os quilinhos a mais, segui em frente. Dia após dia, com a consciência de que não estava recebendo absolutamente nenhum real por todo meu esforço, me via disposta a continuar ganhando conhecimento.
Era um mundo de números, absolutamente hipócrita e fútil. Não encarem como papo de perdedora, e pra falar a verdade, nem mesmo me sinto como uma. Já falei isso algumas vezes nas minhas redes sociais, e depois que deixei de lado os malditos números, e passei a me concentrar no conteúdo que gerava aos meus leitores, fui muito mais feliz e realizada. Não importa se estou escrevendo para uma ou cem pessoas, se estou escrevendo para alguém, isso já basta. Se aquela pessoa acredita no meu potencial, e deposita sua confiança em mim, não vou mendigar à empresas hipócritas para que conheçam meu trabalho. Quero é ficar longe delas!
Tenho amor ao que faço, amor mesmo, felicidade na sua mais pura demonstração. Não é pra menos, meu encanto com a área artística começou cedo, comecei no teatro aos 14 anos, e ingressei na faculdade de Artes Cênicas aos 17! Com 19, abri minha própria loja de roupas femininas, e aos 20, fechei a mesma por má administração. Nesse tempo, criei gosto por esse mundo. Mas não gosto de usar o termo "moda", parece muito carregado pela mídia, e pelos formadores de opinião. Gosto de falar sobre a maneira que me expresso, e isso resulta nessa "coisa" que eu chamo de identidade.
Sempre que vêm me perguntar sobre como fazer um blog, sou sucinta, e repito o mesmo discurso: Saia do clichê. Não siga esses padrões e limitações que a sociedade te impõe. Recebi alguns comentários negativos com relação ao meu cabelo azul, e confesso ter ficado em frente ao espelho, na dúvida de manter ou não o tom. Eu podia sim ter aceitado aquelas opiniões, e voltado à minha cor natural de castanho claro. Mas aquela garota, confusa e sonhadora, era a representação única de quem eu era. Aquela era a Mariana, e eu não iria mudar. Havia uma carga muito grande impressa naquelas marcas: minha história. Minha vida inteira buscando um rumo, e temendo o futuro, que mesmo sendo incerto, era recheado de sonhos.
Hoje me vejo mais madura, e confesso que nesses 5 meses, evoluí verdadeiramente como pessoa. Continuo trabalhando firme, todos os dias, em busca de parceiros e incentivadores das idéias que surgem aos montes. Os pés continuam no chão, mas a mente vive em eterno aprendizado. Quero fazer diferença nesse mundo, responder ao verdadeiro porque de estar nesse caminho! Por isso, mudo a frase: Quero o mundo inteiro, mas não agora!
É desse jeito, verdadeiro e teimoso, que me despeso, na esperança de ter plantado aqui a vontade de vencer! E sim, desde já me sinto como uma vencedora! Por não ter desistido naquele primeiro NÃO, por pensar no crescimento pessoal e profissional, por pensar diferente, e agir diferente, e finalmente, por acreditar no meu potencial!

Obrigada à todos, Mariana Bueno.  
www.marianabueno.com